fotos da viagem e retorno dos posts

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Ao pessoal que acompanhou os primeiros capítulos dessa nossa extraordinária jornada, segue o link do Seu Oliva para visualização de algumas pérolas do meu parceiro, Frederico Oliva, em ensaios fotográficos de altíssimo nível! Vão os orgulhosos aplausos ao meu irmãozinho e também fica a nova: após um longo período ausente, os posts retornão essa semana em um novo formato – agora, acompanhando a cronologia da nossa aventura, uma seção de contos aleatórios e algumas participações de convidados especiais frutos e consequências de nossas inconsequências durante a batalha sabática.

A viagem continua…

Posted on agosto 20th 2010 in Jabá, Paisagens, Viagem

a noite em potosi

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A cidade estava bastante movimentada e fazia muito frio. Na segunda quadra durante o meu passei, eu já encontrara restaurantes e lanchonetes, mas na verdade eu tinha vontade de caminhar. Segui o fluxo do movimento das pessoas na rua, sem pressa, com uma lata de cerveja (Potosina) na mão.

Eu passava em frente a um restaurante italiano quando um pessoal de dentro do restaurante acenou para mim. Eram o Emiliano, Rita e Sol, outros argentinos que estavam no mesmo albergue que nós. Eu resolvi entrar e me sentar com eles. Surpreendentemente (isso quase nunca acontece – hehehe) eu perderam minha fome em lugar a uma incrível vontade de tomar cerveja. E foi isso que eu fiz enquanto eles jantavam.

Depois disso resolvemos dar uma volta maior pela cidade. Eu quase não conversava, só acompanhava o pessoal e tentava entender aquele espanhol carregado de sotaque de Buenos Aires. Bebemos algumas cervejas enquanto caminhávamos e resolvemos voltar para o albergue para animar a galera (o Emiliano tinha um violão).

Passando por uma praça, conhecemos o “Perro Lindo”, um rottweiler imenso que o Emiliano ficou amigo. Hehe. O cão era realmente bem divertido e ficamos um bom tempo ali brincando com ele, quando encontramos o Fred, Reinaldo e Renato. Logo, os outros brasileiros chegaram com umas garrafas de cerveja e em seguida Verónica e suas amigas.

Voltamos para o albergue e ficamos tocando violão e conversando. Eu arrisquei ainda uma ida ao bar da esquina para comprar uma cerveja, mas encontrei somente o mineiro (trabalhador da mina do Cerro Rico) que teria, minutos antes, oferecido algumas cervejas para o Fred, Reinaldo e Renato. Para mim ele somente ofereceu a lendária bebida dos mineiros: o álcool 96○ puro!  Ri um pouco, talvez dele rir da minha careta, talvez pelo próprio efeito do álcool… Por fim, voltei para o albergue…

Ficamos por um tempo ali, conversando, aprendendo bobagens em espanhol, ensinando besteiras em português, e quando pintó el bajón, fazia frio, sem comida nem cerveja, resolvemos dormir.

Acordei a noite inteira com falta de ar…

Posted on maio 27th 2010 in Lugares, Paisagens

a cidade mais alta do mundo

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Chegávamos à cidade mais alta do mundo: a fria  e ventosa Potosi, a 13.420 pés acima do nível do mar. Já na chegada, um típico problema boliviano: a falta de palavra/compromisso. O motorista queria nos deixar na rodoviária e não no centro histórico como havíamos combinado. Nada que uma pequena ignorância expressada em português e um olhar intenso de louco dentro da lama do sujeito não resolvesse. Kakaka.

Descemos nossas mochilas, já cansados. Os mais de 4 mil metros de altitude não eram brincadeira. Seguimos por uma subida não muito agradável em busca de um albergue. A cidade estava muito cheia! Mochileiros de toda parte do mundo, e em especial, muitos argentinos (e argentinas).

Buscando por um albergue, caminhamos muito pela cidade, e foi então que eu conheci Verónica, de Rosário – Argentina. Ela caminhava sozinha quando eu a vi passando e a cumprimentei. Ela respondeu tímida, mas eu insisti perguntando seu nome e logo me apresentei. Os caras continuavam caminhando e eu começava a ficar pra trás. Então eu lhe disse que não encontrávamos uma hospedagem disponível. Ela, extremamente gentil, sugeriu que fôssemos procurar vaga no mesmo lugar que ela e suas amigas estavam. Seguimos por um longo tur pela cidade até sua hospedagem. Eu tentava exercitar meu portunhol safado quando descobri que ela falava português. Bem legal!

No albergue tivemos que aguardar um pouco na recepção, mas conseguimos vagas bem confortáveis. Me despedi de Verónica e combinamos de nos encontrar e sair a noite. Ela se despediu dos caras também (em português) para surpresa deles. Ali mesmo na recepção, conhecemos um outro grupo de brasileiros que também aguardavam para se acomodar em seus quartos. Já tínhamos visto essas pessoas em Puerto Quijarro, e eu me lembrei deles (na verdade, delas. Hehehe. Lali e Renatinha, buenisimas personas!) apesar de nem termos conversado. Era bom falar em português e todos pareciam muito legais!

Subimos para nosso quarto. Éramos privilegiados. Na subida das escadas nos deparamos com uma vista cabulosa! Além da paisagem, podíamos ver o local de convivência do albergue. E no quarto, a janela se abria para a rua e a água do chuveiro era quente-fervendo! Fui tomar banho…

Tinha fome, então desci para perguntar onde encontrávamos um lanche ali por perto. Encontrei então com Verónica, que tinha uma amiga enferma: mal de soroche¹. Quem mandou não mascar folha de coca?  Ofereci-me então para fazer um chá de coca e em seguida para acompanhá-la até o hospital com a amiga e assim pegamos um taxi. Conversamos bastante sobre muitas coisas, inclusive o motivo de ela saber falar português: sua mãe teria uma escola de línguas e, além disso, ela passava suas férias de verão no Brasil, por coincidência no meu estado natal, Rio Grande do Sul. O papo era agradável, mas a espera era longa, porém facilmente suportável com a ajuda de 3 cervejas que comprei na pracinha de frete ao hospital. Compramos o medicamento que a garota necessitava e voltamos para o albergue.

Uma das amigas delas, estudante de medicina, aplicaria a injeção com o medicamento, mas não teve coragem (creio que era caloura da faculdade de medicina ainda). Então saímos novamente para procurar um posto de saúde que tivesse alguém para aplicar… Mais conversa, mais cerveja e minha fome aumentava. Injeção aplicada, problema quase resolvido, de volta pro albergue. Mas eu ainda tinha fome, e muita!!! Fred, Reinaldo e Renato não estavam no albergue.

Me despedi das garotas argentinas e fui de rolé comprar um rango.

¹ Também chamado de Mal Agudo de Montanha (MAM), o mal da altitude é a dificuldade do organismo em absorver oxigênio para suprir as necessidades a que estamos nos impondo, o que acaba por causar uma série de efeitos, que podem em casos muito graves culminar com a morte do indivíduo.

É o resultado da falta de aclimatação, afeta a uma grande porcentagem de montanhistas e se não for tratado pode derivar ao edema pulmonar ou cerebral e por em risco a vida das pessoas. Os primeiros sintomas se apresentam de 2 a 8 horas depois de chegar a altitudes geralmente superiores aos 3.000 metros, embora possam se apresentar em altitudes  menores dependendo do organismo de cada pessoa.

Posted on maio 12th 2010 in Lugares, Paisagens

indo para potosi

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Acordei sem entender nada… e o pior, sem lembrar de nada também. Os caras riam muito e o Renato já me chamava de borracho com a naturalidade de um apelido de infância. Às 11 h venceria a diária do albergue, mas a gente enrolou até as 12 h até que todos se arrumassem, tomassem banho e, eu em particular, ao menos me acostumasse com a idéia de que eu estava na Bolívia, e não em Uberlândia.

Saímos com as mochilas nas costas. O destino? Potosi. Mas antes, uma larica reconfortante para rebater. No mercado municipal ainda nos impressionávamos com as cores e fartura. Porém, o impressionante foi o almoço. O Renato e o Reinaldo preferiram dar mais uma volta pela cidade, enquanto eu e o Fred encarávamos a bola-del-fuego.

Impressionante. Balcões improvisados às tangentes dos pilares de sustentação do prédio do mercado expunham desordenadamente uma diversidade suculenta e um tanto quanto confusa de comida. Cartazes exibiam os preços referentes à cada tipo de comida. Nós mesmos nos servimos e a conferência do conteúdo servido era feita minuciosamente pelas cholas. O Fred que o diga. Hahaha. A chola revisou tudo que constava em seu prato levantando um bife aqui, um pedaço de frango empanado aqui, afastando um chorizo com os dedos, não se esquecendo de nada – a não ser de tirar a sujeira preta de dentro das unhas e de lavar as mãos antes de manusear com uma sutileza incrível a comida do Fred. De abrir o apetite. O Fred só me olhou com os olhos arregalados e rachamos de rir. Pra completar, a tia riu também sem entender o que acontecia.

O sabor era agradável… toda aquela mistura de cores, aromas e gostos, acrescentados de muitos ácidos graxos, ajil (uma pimenta da região) e, com certeza, futuras conseqüências gastroenterológicas que justificariam o cognome bola-del-fuego. Isso! Caganeira! Hehehe.

Encontramos novamente Renato e Reinaldo, e partimos então para o terminal de ônibus. Na porta do terminal, motoristas de taxis já nos ofereciam corridas até Potosi. Decidimos conferir antes o valor da passagem de ônibus, mas acabamos optando por pagar um motorista para nos conduzir pelos próximos 165 km. Após longa negociação (os motoristas brigavam entre si pela concorrência e com a gente pelo preço) partimos para a cidade mais alta do mundo!

Eu ia no banco da frente…  mascando folha de coca, comandando o som, observando a paisagem, rindo e zuando com os muleques e as vezes arriscando algumas tímidas palavras com o motorista…

Posted on maio 10th 2010 in Paisagens, Viagem

a noite do chu flay

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Eu e o Fred já éramos dois andarilhos. Caminhamos por toda a cidade, observando tudo e todos (leia-se todas. Hehe). Confesso que eu já estava um pouco transtornado e acho que a ausência do bigode aumentara minha auto-estima bruscamente. Cumprimentava e sorria para todos (leia-se todas, novamente) Kakaka.

Anoitecia. A larica batia… perro caliente boliviano. Que delícia! Muchas chicas por la calle. Que delícia! Hehe. Andamos, andamos e andamos mais. Até apostamos uma corrida numa ladeira – que zezice, na altitude que estávamos, nos faltou ar por quase meia hora.

Voltamos para o albergue, encontramos os caras (Renato e Reinaldo) e fomos de novo ao pub onde havíamos iniciado nossa borrachera pela tarde.

A noite estava animada, e o pub estava cheio. Experimentamos – eu experimentei vááááááááááárias vezes – o famoso Chu Flay. Que doidera!!! Se me esforço bastante, me lembro que conheci duas garotas argentinas e me sentei na mesa delas… e depois me lembro também de umas garotas bolivianas e do Renato ir embora para o albergue antes de nós. Sei, sem dúvida, que eu interagi bastante com todos do bar. Daquele jeito. Kakakakak. Fomos embora na chuva. Que porre!

Olha minha dancinha antes de ir embora… Kakaka!

Posted on maio 4th 2010 in Lugares

mais larica

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Salteñas de Sucre. Essas, só de larica mesmo! Hehehe

Posted on abril 30th 2010 in Cultura

la primera borrachera boliviana

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Cansados ainda da viagem e principalmente pela altitude, resolvemos voltar para os arredores do hostel onde nos hospedamos. Uma segunda volta pelo mercado municipal e em segundos (enquanto eu comprava uns óculos escuros falsificados na esquina) o Fred desapareceu como um ninja boliviano – não creio que existam ninjas bolivianos. Ficamos eu, Reinaldo e Renato a procurá-lo por quase uma hora, tempo suficiente para mais uma zezice: Renato comprou um jogo de cartas, o famoso Uno, com as cartas de papelão todas rasgadas. Hahaha. Quem disse que na Bolívia existe direitos de consumidor? Já era! O zé ainda comprou outro, dessa vez até melhorzinho.

Voltamos para o hostel, e eu saí a procura do Fred. Logo o encontrei a algumas quadras do mercado. O zé tinha se distraído com os mistérios dos corredores e cores do mercado e andava feito um niño na seção de brinquedos de um hipermercado. Eu, na minha inocência do cagasso de estar em outro país, me senti muito maduro e responsável ao chamá-lo a atenção sobre a importância de avisar um ao outro a cada passo dado… Que zezice da minha parte! Num futuro bem próximo nos sentiríamos donos do pedaço, e avisar onde ia o caramba! Haha. Foi nossa primeira DCC (discussão de casal de cholas). Kakakaka!

Fomos comprar alguma coisa pra comer, quando nos deparamos com um movimento mais concentrado. Música, roupas coloridas e muitos sorrisos bolivianos. Era Festa de Reis! Engolimos algumas empanadas e entramos no clima. Cervejaaaaaa! Natural… (nota: raramente, ou melhor, preciosamente encontraríamos cerveza fria na Bolívia). O ridículo do Fred sacava um canivete da lateral de sua bota para cortar um pedaço de queijo boliviano em suas mãos e tomava uma Paceña quente com sua bata boliviana à porta de um restaurante, onde Reinaldo e Renato almoçavam pollo con papas fritas. Que cena! Kakakaka!

Algumas Paceñas depois, seria inevitável que eu perdesse meus limites e estendesse meu poder de persuasão, convencendo meu parceiro que deveríamos procurar um lugar animado e com chicas para prosseguir nosso plano:  quedar borrachos! Entre os foliões, seguimos animados até o hostel, onde na recepção nos informamos sobre o lugar desejado.

Chegamos a um pub bem bacana! O Fred comentou que parecia coisa de gringo, mas a cerveja era barata e servida em jarra. Era ali mesmo que continuaríamos. Uma jarra… Natural, naturalmente. Muita besteira falada e quase nenhuma atenção das garotas. As poucas palavras que trocamos com as pessoas dali culminavam no mesmo maldito “achei que vocês fossem mexicanos…”

Outra jarra! O Fred anotava nosso experimento alcoólico a grandes altitudes: duas jarras de 2 litros de cerveja cada a 2mil e 800 metros de altitude do nível do mar, dividido por dois mochileiros semi-embriagados igual a bigode o caralho! Assim a gente não vai comer ninguém… kakaka. Antes de terminar a segunda jarra de cerveja, chegou um grupo de brasileiros e logo nos apresentamos para nos juntarmos a beber um pouco mais. Primeiro comentário: “Pensamos que vocês eram mexicanos” (Juliana, japinha gatinha). Bebemos, conversamos, mascamos folhas de coca e decidimos voltar à hospedagem e executar o que decidimos: raspar esses indesejados indícios de falsa nacionalidade mexicana.

Saímos do pub embriagados e numa felicidade supérflua sem tamanho. Essa felicidade ainda aumentaria com o presente do nosso amigo hippie boliviano que conhecemos na praça de frente ao pub. Hehehe. Após uma esquiva gentil e cortês (o hippie queria usufruir do presente junto com a gente), seguimos ao hostel.

Cabeças e bigodes feitos… rua de novo!

Posted on abril 29th 2010 in Cultura, Lugares, Projeto

empanadas de queso

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Enchemos a mochila com essa apetitosa larica. Confira a receita em Larica Andina.

Posted on abril 25th 2010 in Jabá, Projeto, Viagem

numa das capitais da bolívia

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Estávamos em Sucre, capital constitucional da Bolívia, conhecida também como La Plata. Saímos do terminal de buses entre os aproximadamente 230 mil habitantes com as mochilas nas costas e sem saber pra onde ir. A idéia era encontrar um albergue para deixar nossas bagagens para então decidirmos o que conhecer na cidade. Antes de sair pelo portão do terminal eu já percebia que teríamos um guia bem metódico nos próximos dias de nossa jornada:  Renato (dias depois apelidado de Renatur. Haha).  Seu guia de bolso não só nos orientava, como nos transbordava de informações exaustivamente desnecessárias e rigorosamente narradas pela leitura sistemática de nosso novo companheiro. Hahaha. Bem chato e muito engraçado! E o pior é que até então era sério.

Renato nos forneceu, pelas suas leituras, várias sugestões de hospedagens, informações turísticas sobre os sítios arqueológicos dos entornos da cidade, história do local, dados demográficos e coisa e tal, tudo o que era essencialmente desnecessário para que em pouco mais de 40 minutos de caminhada a 9.200 pés de altitude (cerca de 2.800 metros) viéssemos encontrar, por conta própria, uma hospedagem bacana, com boa localização (próximo ao centro histórico) e com preço acessível. Eu olhava para o Fred e rachava o bico! Hahaha

Na recepção eu mesmo, com meu portunhol nível pré-iniciante, negociei o desconto pelo quarto com quatro camas por 2 dias. Apesar de reconhecer sendo essa nossa primeira zezice¹ (só havia europeu no hostal… não era dos mais roots, nem dos mais baratos), ficamos bastante satisfeitos com as acomodações: segundo piso, 5 camas na verdade, janela aberta para leste, varanda grande, banheiro compartilhado, porém com água quente e banheira, primeiro andar com refeitório e diária com café da manhã incluso.

Café, banho, roupa, rua… Liguei o para o meu queridão (leia-se Gabriel Mendes) e seguimos a conhecer o famoso centro cultural, o mercado municipal e os arredores da região central de Sucre. O passeio foi bacana. De cara, já na primeira tenda que entramos, duas gatinhas nos olhavam… Mas eu só descobriria o real porquê disso mais tarde – malditos bigodes mexicanos! Outra descoberta posterior (só ao regressar do universo paralelo às nossas rotinas no Brasil)  foi que os seqüentes reencontros com essas duas garotas regados a alegres saludos (Hola!!) em várias das tendas de artefatos típicos de Sucre, e que reincidiriam um mês mais tarde em Arequipa, Peru. (Shalom. Anime Israel…  kakaka)

Comemos salteñas (arrg), conhecemos praças, monumentos, igrejas, museus, prédios históricos… todo roteiro que mochileiro algum tem como premissa em seus planos. Hehehe. O Fred comprou até uma bata boliviana (que figura!). A cidade estava bem movimentada.

Ah… Parece que hoje é dia de Festa de Reis.

¹ Atitude e/ou comportamento de um zé. Hehe

Posted on abril 21st 2010 in Cultura, Lugares

mais estrada

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10:20h da manhã do dia 05 de janeiro desembarcamos em Santa Cruz de La Sierra. A cidade fora mencionada por muitos dos recém conhecidos do Trem da Morte como um sítio muito perigoso e agitado. Assaltos e seqüestros-relâmpagos estavam entre as menções mais comuns. A idéia surgiu primeiro da necessidade, ainda dentro do trem, porém, somente 2 dos 6 brasileiros que ali desembarcaram seguiriam o mesmo destino que o nosso: Sucre.

Reinaldo e Renato se juntaram a nós para comprar passagens do mais primeiro ônibus para Sucre que partiria quase 3 horas mais tarde. Saímos então à procura de um albergue para tomarmos banho e depois um almoço não cairia mal. Comemos tallarin com pollo (veja em Larica Andina).

Voltamos para o terminal de ônibus e trem da Santa Cruz e logo estávamos no ônibus. Seriam 4 horas e 30 minutos de viagem até a primeira parada… Na moral? Essa viagem não tinha nada que não fosse viajar. Desde a saída de Uberlândia à 1:00 (AM) no dia 03 de janeiro podíamos contar nos dedos as horas que passamos fora de um veículo em movimento ou caminhando com destino definido e mochilas nas costa. Descemos e encontramos as folhas de coca a venda (Sucre já é uma cidade de grande altitude) e seguimos viagem mascando coca.

No ônibus não nos assustamos mais com as crianças nos corredores (sabíamos que a noite seria ali mesmo que elas dormiriam… ou não) ou com as cholas aos berros vendendo comidas e bebidas nas ruas pelas janelas do ônibus. Comemos muitas empanadas de queso. As crianças ao chão, eu tive a maravilhosa idéia de cedermos os lugares para eles descansarem um pouco. O Fred concordou, mas esse pouco durou 5 horas, quando os garotos desceram em um vilarejo no meio da serra.

A estrada cabulosa, o motora sem noção! Foram mais 7 horas tensas e sem paradas. Um saco inteiro de folhas de coca. Hahaha. Pela manhã (5:55) do dia 06, os bolivianos ainda riam de mim a mascá-las incessantemente. Estávamos em Sucre.


Vamos achar um albergue, galera!!!

Posted on abril 17th 2010 in Cultura, Paisagens, Viagem

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